02 outubro 2008

de amizades, de amores...

É engraçado como sabemos de algumas coisas por puro instinto ou intuição. Tipo o que acontece quando se olha para alguém e algo ali, naquela pessoa não bate bem e meses mais tarde se descobre uma rusginha no caráter dela ou que ela aprontou pra ti. Mas o mais impressionante é quando a impressão é totalmente contrária. É impressionante porque é bom demais encontrar alguém, falar poucos minutos e parecer ter encontrado um amigo da vida inteira.
Não tem como saber isso sem sentir, mas a vida, sempre ela, essa estrada longa, por vezes afasta estas pessoas.
O bom é que comigo vira e mexe acontece estas coisas, reencontro velhos amigos que há anos não via, vou fazer uma seleção e na sala de espera conveeerso com outra concorrente e no primeiro dia de aula já somos velhas amigas, fico sempre em contato com amigos que estão longe e quando sonho com eles é como se eles nunca tivessem ido embora.
Mas nos amores... ih! estes são confusos. Na verdade, sempre soube quando estava sendo gostada de verdade. E tive o prazer de amar por duas vezes, com reciprocidade naquele tempo que durou, afinal, como dizia o "poetinha" 'não seja infinito posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure". Só que sinto falta de AMAR. Também sinto falta de andar de mãos dadas e de rir das bobagens que ele falava. A chama me parece ter apagado, mas quem sabe debaixo da cinza não tem uma brazinha ainda viva? Vamos esperar, porque embora muitas pessoas digam que estão bem resolvidas e felizes e que a solidão não existe, eu ainda acredito no "poetinha" e concordo que 'é impossível ser feliz sozinho'. E não tô falando só de namorado, marido, sexo. Tô falando de família, de amigos, de companheiros de farra. Não dá pra ser feliz sem eles. Até pode-se tentar substituir sexo por chocolate, amigos pela tevê ou por livros, a família... mas uma presença faz falta sim. E quem diz que não tá mentindo sim. Tá mentindo pra si mesmo, que é a pior mentira.

24 setembro 2008

Cotidiano




Cotidiano -Chico Buarque



Todo dia ela faz
Tudo sempre igual
Me sacode
Às seis horas da manhã
Me sorri um sorriso pontual
E me beija com a boca
De hortelã...

Todo dia ela diz
Que é pr'eu me cuidar
E essas coisas que diz
Toda mulher
Diz que está me esperando
Pr'o jantar
E me beija com a boca
De café...

Todo dia eu só penso
Em poder parar
Meio-dia eu só penso
Em dizer não
Depois penso na vida
Prá levar
E me calo com a boca
De feijão...

Seis da tarde
Como era de se esperar
Ela pega
E me espera no portão
Diz que está muito louca
Prá beijar
E me beija com a boca
De paixão...

Toda noite ela diz
Pr'eu não me afastar
Meia-noite ela jura eterno amor
E me aperta pr'eu quase sufocar
E me morde com a boca de pavor...
Todo dia ela faz
Tudo sempre igual
Me sacode
Às seis horas da manhã
Me sorri um sorriso pontual
E me beija com a boca
De hortelã...


Todo dia ela diz
Que é pr'eu me cuidar
E essas coisas que diz
Toda mulher
Diz que está me esperando
Pr'o jantar
E me beija com a boca
De café...

Todo dia eu só penso
Em poder parar
Meio-dia eu só penso
Em dizer não
Depois penso na vida
Prá levar
E me calo com a boca
De feijão...

Seis da tarde
Como era de se esperar
Ela pega
E me espera no portão
Diz que está muito louca
Prá beijar
E me beija com a boca
De paixão...

Toda noite ela diz
Pr'eu não me afastar
Meia-noite ela jura eterno amor
E me aperta pr'eu quase sufocar
E me morde com a boca de pavor...
Todo dia ela faz
Tudo sempre igual
Me sacode
Às seis horas da manhã
Me sorri um sorriso pontual
E me beija com a boca
De hortelã...


Só ele...
consegue falar do cotidiano assim. Sou apaixonada pelo homem nas canções do Chico.

12 setembro 2008

Coração partido!

Mais uma vez. Mas tá tudo bem, foi bom enquanto durou e sempre vamos ter as lembranças. É claro que sempre queremos mais. Agora é seguir em frente.

01 setembro 2008

Reencontro

Não sei se posso dizer que sou uma pessoa que comete muitas gafes, na maioria das vezes, quando cometo uma fico envergonhada, mas geralmente não são coisas que possam ofender os outros, mas são troca de nomes, não reconhecer alguém ou perguntar por alguém dizendo: "onde esta o gatinho?" e o cara estar bem atrás de mim.
Então, foi assim, numa situação parecida com esta que eu conheci o Ribamar. Isto faz bem uns... vinte anos?!, pois é se não faz vinte esta beirando. E eu que nunca imaginei que diria uma coisa assim, conheço fulano há 20 anos! Nossa! Mas enfim... quando conheci o Riba eu estudava no Pedro Osório, era lá pelos anos 90. Ele foi entrando no saguão olhando pra um lado e outro e perguntou pelo Daniel, que na época eu não fazia idéia de quem fosse. Só que, e quem me conhece sabe bem disso e sempre fui assim, a pessoa me deu oi e eu já começo uma boa conversa. Até que apareceu o Daniel e a Manuela, esta minha colega de aula. Ficamos durante o recreio conversando e na hora de voltar pra aula eu fui e a Manu ficou. Eu fui porque sempre fui tri caxias com este negócio de aula e escola, acho que não chego a ser nerd, mas estudo, assisto aula, enfim... Quando bateu para soltarmos saí com outras colegas e fui pegar o ônibus. A parada (aqui em Pelotas a gente diz parada de ônibus e não ponto, como em outros lugares) era bem na frente do colégio e a Manu estava lá. Cheguei bem feliz e perguntei pra ela: _ e aquele gatinho já foi embora? E ela muito debochada... "não, o gatinho tá bem atrás de ti". Fiquei vermelha na hora, porque apesar das pessoas dizerem que eu não tenho vergonha na cara, sempre fico rubra em situações assim.
Resumo ficamos amigos. Passávamos horas falando no telefone, ele ia no colégio nos visitar (eu, o Daniel, a Manu). Era uma amizade muito legal apesar de nunca termo ido um na casa do outro. No segundo grau fui para uma escola ele já estava no segundo grau em outra e acabamos no distanciando um pouco. Era super difícil de eu encontrá-lo por aqui.
Via o Daniel, que fez faculdade de Física, vez por outra e sempre perguntava pelo Riba. Mas depois que eu acabei a faculdade dei uma voltinha pelo estado morando uns meses fora e me distanciei bastante de vários amigos. Já faz bastante tempo que voltei, fiz novos amigos, mas quase não via os guris. Até que há alguns dias encontrei o Dani perto do escritório onde estou trabalhando. Ele me contou que casou, que tem uma filhinha e que trabalha bem pertinho de onde nos encontramos. Claro, perguntei do Riba. Daí o Dani me contou que ele tá morando em Herval. Também me disse que estava no orkut dele. Uma beleza este tal de orkut, reaproxima virtualmente (pelo menos) as pessoas. As vezes é chato porque fica um monte de gente dando pitaco na tua vida e indo lá só pra ver pelas tuas fotos se tu tá gorda ou magra, mas eu nem .
Acho maravilhoso poder encontrar meus colegas de primeiro grau e saber que eles estão bem e felizes. E eu, como sempre fui gordinha...
O bom é eu ter reencontrado meu amigo Dani e meu amigo Riba. Depois de encontrá-lo no orkut do Dani nos falamos pelo google talk, ele me contou da vida dele, perguntou da minha. Nem parece que passaram mais de dez anos. Fiquei felicíssima com este reencontro, tanto que até lembrei da primeira vez que falei com eles.
Como diz aquele samba... "quem tempo bom, que não volta nunca mais"...

26 agosto 2008

Sem escudo...

O título deste post bem poderia ser sem máscara, mas aí ia parecer que sou uma mascarada, que pensa uma coisa e diz outra ou coisa que o valha. Sem escudo é melhor porque quer dizer que sou uma guerreira que entrou na luta pra lutar, venha quem vier. Vou me defender, claro, mas não vou entrar na arena já me defendendo, vou esperar para ver o inimigo, medí-lo, ver como ele ataca. Vou de guarda baixada.
Nunca consegui entender bem isso, e olha que são pelo menos uns 25 anos com a minha mãe me dizendo isso. Ela sempre usava esta expressão quando eu ia dizer que estava gostando de alguém, ou que tinha acontecido alguma coisa que havia me incomodado. Também era pra eu entender que precisava ter paciência, principalmente para esperar que as coisas acontecessem ao tempo certo. Só que não existe uma receita para a vida da gente, como existe para bolo, pão, cuca, ou outra comida. De uma maneira geral as coisas vão acontecendo e não temos controle. Mas eu, ingenuamente, acreditava que tinha, porque quando as coisas começavam a ser diferente do que eu podia ter imaginado, ou se eu me sentia envolvida demais com determinada pessoa pulava fora na hora para evitar sofrimentos posteriores. Pobre de mim... sofria da mesma forma, ou talvez até pior, porque não me restavam nem lembranças legais daquela história que nem chegava a acontecer. Fazia que nem a moça desta história aqui, com o título (?) antes de tudo, post do simples assim - abre parênteses: eu não sei de em blog foi que eu encontrei o "simples assim", é bem possível que tenha sido no da Thata, mas não tenho certeza. Enfim... fecha parênteses.
Só que pra sorte minha sempre vinha alguém e dizia, "baixa a guarda". Como eu não entendia bem toda a complexa expressão, sofri mais um tempo. Até que tive uma forcinha, ou talvez tenha sido um puxão de orelhas bem dado, para ser mais sincera, que me disse que eu procuro longe o que está perto, aquilo que já contei aqui há laguns posts atrás.
Então eu resolvi arriscar, afinal sofro de um jeito ou de outro. Não tenho intenção de namorar, não sei se quero me apaixonar, mas também não tenho nada contra, quero viver o momento, o futuro, como diz a voz do povo, a Deus pertence (ok! Ana, pode pertencer a Buda ou mesmo pertencer a nós a partir do que desejamos e fazemos no presente). Quero dizer que não estou planejando, criando metas, até porque não sou muito de fazer isto mesmo, o que na vida profissional pode ser um erro.
Não quero estar pronta, tendo todas as respostas que são das experiências dos outros. Quero aprender sem sofrer, mas sofrer também faz parte do amadurecimento. É como dizem por aí, caindo que se aprende a levantar, com alguns hematomas e arranhões, mas talvez mais forte.
A decisão esta tomada, vou sem escudo, de guarda baixa, olhando nos olhos do adversário, que prestando bem atenção... não é um adversário, é só alguém tão medroso quanto eu, só que do outro lado.

PS.:Este post ficou cheio de palavras repetidas e de mãns e queros. Peço perdão aos leitores, se alguém ainda vem aqui vez por outra, mas esta reflexão estava cutucando minha mente e precisou sair. Saiu como que de qualquer jeito, sem muito aprimoramento, mas prometo que vou trabalha-la e, quem sabe num próximo post, ela esteja melhor de ler e entender.

20 agosto 2008

coração apertado!

Oi, tem gente aí?
Sabe quando se entra numa casa vazia e com naturalidade a gente senta no sofá abraça as pernas e chora, chora sem culpa de tá chorando, sem medo de ser vista? É com esse choro que o nó da garganta se desfaz, o peito fica leve, o coração bate no compaço certo embora o nariz e os olhos ficam vermelhos e o rosto inchado.
Mas enfim... chora-se e lava-se as mágoas.
Hoje tô com o coração apertado, sentindo uma grande falta daquele abraço, do cheiro, do calor... mas todo o inverno é assim. A ausência do sol me deixa murcha que nem as flores que ficam queimadas com a geada que branqueia os campos do sul. Aí eu fico assim, desinchabida, chata, ranzinza, reclamando do tempo e com um biquinho de quem já vai chorar mas tá se segurando porque tá na rua.
Ainda bem que a chuva faz as plantas crescerem e, mesmo depois da geada, elas se recuperam e florescem com a água da chuva e o calor do sol. Comigo também é assim. Então, vamos agüentar mais um pouquinho desse inverninho úmido de Pelotas.

22 julho 2008

Campanha do Boticário diz que não é legal ser... feia?


Eu realmente ainda não entendi. A gente vive sim num ambiente, num mundo em que a beleza é exaltada sempre e antes de qualquer coisa. Tu podes ser uma ótima profissional, uma brilhante e criativa criatura, ótima amiga, generosa, gentil e amável. Pode ser completa em todos os campos ser inteligente, eficiente, mas se não for bonita não é nada.

Corrijam me se estou errada. Mas é isso que a propaganda vende. Diz que quem não passa seus dias gastando horas combinando roupas, maquiagem e fazendo culto ao corpo é cinza, é sem graça, é igual a todas as outras mulheres.

Mas o que dizer das plásticas a rodo que tornam as mulheres todas com cara de bonecas infláveis que falam? O que dizer de todos os litros de silicone colocados nos peitos das gostosonas da tevê que orgulham se de não saber responder perguntas simples ou soletrar uma palavra? O que dizer de gente que passa os dias comendo arroz sem óleo e claras de ovos para manter um corpo escultural e faz questão de passar seus dias correndo na praia, pegando sol sem tempo para mais nada?

Eu não passo o dia pensando em que roupa vou colocar, não me considero feia, nem cinza, mas me orgulho muito de ter um cérebro que pensa. Sou consumidora de cosméticos e me senti ofendida com o apelo da campanha. Assim como me sinto revoltada ao ver as propagandas de cerveja com mulheres boazudas rebolando o popozão como se apenas os homens consumissem a bebida. Bem como conheço homens que ficam de cara ao ver as chamadas dos programas de esportes exaltando o futebol como se homens só pensassem nisso.