10 outubro 2005

O amor é outra coisa

Não sei se alguém daqui já leu um e-mail que diz isso. Ele fala da várias coisas que sentimos quando estamos apaixonados ou sentimos que amamos alguém e desdiz. Por exemplo: “sinto um aperto no coração quanto te vejo. Isso são gases o amor é outra coisa”. Eu não lembro de todos os tópicos e prometo procurá-lo. O e-mail me foi enviado por um homem, é claro.
Mas porque to falando nisso? Lembrei deste e-mail quando fiquei pensando no que a Ione escreveu num dos coments, “eu queria falar de amor”. Lembrei, pois fiquei pensando no que afinal é o amor? Será que os sinais são claros, coração acelerado, mãos suadas, frio na “espinha”, calafrios, rosto rubro, atropelo de idéias, confusão de pensamentos, palavras que faltam e um vazio que dói, às vezes quando estamos longe e por vezes quando estamos junto com o ser amado?
É incondicional, ou amor incondicional só o de mãe? Estamos preparadas para reconhecer o amor verdadeiro, ou estamos tão ansiosas por ele, que mesmo diante dos nossos olhos não conseguimos enxergar? Pode se um amigo, ou amizade é amor sem sexo? Existe sexo sem amor? Existe amor sem sécho?
São tantas e tantas perguntas que nos assolam quando paramos para pensar afinal o que é o amor, que aquela velha história de que não há como explicar só como sentir é o mais perto que chegamos do que é este sentimento que buscamos.
Certa vez uma mulher me disse que ela não buscava ninguém, que não queria ninguém, que o negócio dela era sexo e nada mais. Esta mulher é psicóloga, mas não chegou nem perto do que seria uma tentativa de convencimento sobre o tema. Eu acredito é no poetinha que dizia “ninguém é feliz sozinho”. Por mais que se tente falta algo, falta alguém. A Ana disse tudo não precisa sexo, dormir de conchinha é quase que o suficiente. Digo quase porque gosto, bastante de sexo.
Mas o assunto é o amor. Eu descobri que nesta vida encontrei, pelo menos uma alma gêmea. É não é um homem, lindo e maravilhoso, mas é alguém que está comigo desde que nasci. Nossos gostos são muito parecidos, nossa cumplicidade é enorme e nossa amizade é tudo o que eu preciso sempre. Minha mãe é uma das minhas almas gêmeas. Talvez eu nem chegue a encontrar outras, mas conheci reconhecer esta. Tá bom, talvez amor de mãe seja diferente de tudo aquilo que buscamos num homem, e é.
Eu considero que já amei e já fui amada, pelo menos três vezes, por homens diferentes e diferentes entre si. O primeiro eu conheci na Bahia. Ele era Brasiliense, professor de história, extremamente inteligente e gostava muito de cinema. Eu o adorava. Mas tinha alguns defeitinhos. É ninguém é perfeito. Sofria de ciúme crônico e esquecimento total. Sim, o primeiro mal me atingia porque ele tinha ciúme dos meus sobrinhos, isso demonstrava que talvez não tivéssemos filhos no futuro. O segundo era engraçado, quando não era um caso sério, pois ele esquecia até onde estacionava o carro. Pode?
Eu o amava muito e fiquei arrasada quando acabamos. Fiquei três anos sem namorar. Ficava com alguns caras, mas não rolava sexo.
O segundo amor é filho de um grande amigo. É lindo e hoje está casado. O romance acabou tão rápido quanto começou. Assim, sem explicação, sem nada. Esse relato parece música do Chico Buarque. Rsss
É o terceiro apesar dos pesares foi ótimo. Somos amigos até hoje, conversamos pelo MSN e ele me conta como estão as coisas e a filhinha dele. E o melhor de estar junto com ele era a cumplicidade. Acabamos criando códigos de intimidade, ele lembrava das bobagens e das piadas que eu falava e não achava estranho eu rir quando gozo.
Meus três amores são pessoas especiais, pena que com o primeiro eu perdi o contato. Agora meu coração está vago. Procuro um amor que goste de crianças, cachorros e plantas. Que goste de dividir as experiências boas e as ruins. Que goste de cinema, de música e de bons livros. Que lembre minhas piadas. Eu não me importo que olhe os gols do final de semana, mas sei lá, preferir assistir ao futebol todo o santo domingo não dá!, um lá que outro podemos negociar. Gosto de dançar e de passear no sol. Vou quase todo o final de semana para o sítio dos meus pais, coloco os pés descalços e tomo banho de arroio no verão. Enfim, sou uma guria bem legal, mas ainda tenho dúvidas sobre o que é o amor e como ele acontece. Se não é do seu interesse responder este anúncio (rss, brincadeira) opine sobre o que é o amor e como ele se manifesta.

5 Comments:

Blogger Thata said...

O texto de que você falou no começo é do Aran (www.sitedoaran.com.br), muito bom, por sinal. Então vamos seguir a Ione e falar de amãar! hihih! bjim

7:57 AM  
Anonymous Carolzinha said...

Amor?!?! É o que eu sinto pelo meu namo, minha mãe, meu pai, minha irmã, meu cachorro, meu carro... pra mim isso é amor!!! :o)

8:39 AM  
Blogger Samara L. said...

Que legal, Léli. Me identifico em muitas coisas com teu jeito de encarar a vida...

10:38 AM  
Blogger Samara L. said...

E continuando... Cara, amei três vezes na vida, também. E o que sei dizer sobre o amor é que ele nunca se manifesta de uma maneira só. Mas quando a gente vê, ele está lá, você não pode se livrar dele nem querendo. E ele te faz melhor.

3:11 PM  
Blogger kellen said...

Bom, Léli, várias coisas a dizer!rs
Primeiro, para vocês e todas que fazem esse blog: estou adorando e vou linkar no meu, ok?
Segundo, sobre amor... Bom, lindo o que você fala da sua mãe, inclusive porque eu sinto bem parecido em relação à minha. Minha fé no amor vem da enorme capacidade de amar q sempre vi na minha mãe.
Mas também sinto que não sei muito aobre esse outro amor de namorados ou seja que nome se queira dar. Já tive algumas experiências, umas grandes, outras rápidas, uma delas q eu chamo "intensivão", de tão intensa, deliciosa e complicada, e elas me dão uma idéia sobre o que quero, e o que não aceito. Mas ainda falat "aprender" quase tudo. Cada vez mais sinto que tem coisas que a gente só conhece mesmo vivendo! Beijos

10:48 PM  

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