28 outubro 2005

Posso voltar a falar de amãr? Porque eu acho mais legal que falar de violência, mmmkay?

Pensei em algumas coisas para definir amãr (porque quem foi que perguntou o que era amor? Foi a Thata? o universo e cada pessoa/criatura pensante que não seja terrestre -sei lá, vai que, ném?, ETs também ãmem - que deseje coisas boas pra vida? - embora às vezes amãr demais seja obsessão e falta de auto-amor, mas daí, se está tudo errado, nem deveria ser chamado de amãr).

1. Amor é:


um cãozinho fofo


Porque veja, um cãozinho. Uma coisa fofa que deita nas suas pernas e fica feliz toda vez que você chega em casa, mesmo que você tenha saído somente por 5 minutos, só pra legar o lixo pra fora. Que traz os brinquedos dele pra você quando você chora e dá lambidinhas na sua cara porque lágrimas são salgadinhas. Que brinca com uma meinha como se fosse um personagem saído de uma tirinha Mutts (oh, my little pink sock!). Isso é amor.

2. Amor é Paul Auster. Ficar com um medo terrível das coisas, terrível, as coisas da vida são muito assustadoras, às vezes, e não assustadoras do tipo: Booo!, eu sou um monstro que veio te assustar. Nada de coisinhas fofas azuis peludas ou monstrinho verdes de um olho só. Pior que isso. Pior que querer transar com padre e virar mula sem cabeça. Às vezes a vida é um acúmulo de very scary shit, if you ask me e você decide pular e se jogar, e tadá, o amor te salva no final, no último momento. É lindo demais. Demais.

3. Acho que amor é tentar de novo. A gente se fode muito na vida, mas muito mesmo. Tem certas vezes que a gente pensa 'mas que pourra é essa? por que cazzo nada dá certo, caraia?'. Aí a gente leva um tempo em luto, ou sofrêindo e pensando life is so not fucking fair!, mas em seguida você pensa: pronto, passou. Meio como se fosse que você tivesse ralado o joelho e passado Merthiolate na época em que ardia e aí vinha alguém e assoprasse pra você e aaaaaaai, que alívio, tô pronta pra ralar outras partes do corpo (ui!). Sendo que quem sopra o seu machucado é você mesmo.

4. Amor, assim, o de hominho pela mulherzinha (ou da mulherzinha pela mulherzinha, ou do hominho pelo hominho, ou de todo mundo pela árvore, tipo o Serguei, ou [complete aqui com 'toda maneira de amor vale a pena, toda maneira de amor vale amar']), não sei. Acho que é uma mistura de por favor, vem fazer conchinha comigo + cara, eu adoro o seu cheiro + ranca essa roupa agora de uma vez que eu não aguento maaaaaaais! + com confiança (a gente confia que não vai se decepcionar, a gente se decepciona e confia que isso pode ser superado de alguma forma) + pourra, muito mais coisa. A gente quer muito e a gente exige muito das nossas better halves (iau!, que brega!). E a gente sempre quer mais. Então acho que é isso. Amar é querer mais. Mas nem sempre.

11 Comments:

Blogger Ione said...

Amor é isso aqui também:
http://www.livejournal.com/users/xburymyheartx/49764.html

12:31 PM  
Anonymous Carolzinha said...

Amar é saber o q o próximo quer. Até mesmo seu cachorro, seu peixinho do aquário, sua plantinha do escritório ou aquele seu namorado q só ronca... rssss

1:53 PM  
Anonymous Renato said...

Puxa, eu estava ensaiando escrever sobre isso no meu blog (não exatamente sobre um cãozinho fofo ou Paul Auster, mas, enfim, idéias gerais sobre o que é o amor). Mais precisamente na matéria de uma revista que dizia que amor é se importar pelo outro sem esperar nada em troca (mesmo). Uma coisa meio fora de moda nesses tempos individualistas, né?

6:23 PM  
Anonymous renata said...

ah, moça, você me fazendo chorar com uma coisa dessas não devia ser permitido não, viu? que post perfeito, ione. ah, só você. ídala!

8:09 PM  
Blogger Ione said...

Carolzinha, não acho que quem ama saiba o que o outro quer, sempre. Mas acho que a gente dá, mesmo sem saber.

Renato, acho isso também. Porque quando a gente ama - o que faz, ou alguém, ou o que quer que seja, a gente faz de um tudo porque quer fazer o melhor da gente, sem esperar retribuição.

Renata, foufa, não chora.

9:10 PM  
Blogger Carecone said...

"...Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar...

Amar é a eterna inocência,
E a única inocência não pensar..."

Alberto Caeiro, em "O Guardador de Rebanhos"

5:02 PM  
Anonymous Carolzinha said...

Ione: a gente desconfia o que o outro quer. ;o) Essa é a idéia do amor!!! A gente dá, desconfiando q tá sendo agradável pro outro... ;o)
Bjus

9:03 AM  
Blogger Giu! said...

You are so fucking good. :P

3:22 PM  
Blogger carole said...

número 3... me serviu como uma luva, mas graças a deus o merthiolate não está mais ardendo tanto quanto antes... só espero não ralar nenhuma parte do corpo por um bom tempo

ah e que vontade de apertar aquele cãozinho!

5:16 PM  
Blogger Ione said...

Carecones, prefiro saber quem eu amo. :)

Giu, :*

Carole, vai chegar o tempo em que você vai estar pronta pra se ralar de novo. O cãozinho, na verdade, é a Cuca. Ela ronca.

7:11 PM  
Blogger Carecone said...

Ione - saber é ter conhecimento, o que faz pensar e desta forma:' "...pensar é estar doente dos olhos..."(do mesmo poema). Eu prefiro amar. Agora se eu sei o que amo, ou quem amo, quem o sabe? Eu amo mesmo antes de saber. Você nunca teve um amor à primeira vista? Se teve, sabias quem era?
Quem ama, não sabe, apenas ama.

8:33 AM  

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