17 novembro 2005

O tempo do amor ou amor do tempo? É tempo de amor

O tempo vai passando e, às vezes, não nos damos conta de por onde foi que andamos e como as coisas aconteceram. Em várias ocasiões me peguei pensando: “onde é que eu estava quando isso aconteceu?” ou então: “como é que eu não vi isto antes?”. Na verdade eu nem sei onde quero chegar com este post, tampouco tenho a pretensão de ter um pensamento filosófico e profundo da vida e do amor deixando para os próximos uma porção de teorias e receitas de como as coisas acontecem e como se deve proceder. Mas ao mesmo tempo me sinto na obrigação de dissertar sobre certos temas.
Talvez a leitura do mais recente romance do Gabriel García Márquez tenha me despertado para isso e reacendido a chama de esperança de viver um amor verdadeiro, mesmo que aos 90 ou dos 100.
Talvez o que tenha me motivado falar do tempo seja o fato de ver meus sobrinhos crescendo, ou talvez seja ter reencontrado o cara da livraria, ter conversado com ele e ter discutido um pouquinho a “Memória de minhas putas tristes”. Eu nem sabia, apesar de achar a obra do García Márquez fenomenal e saber que ele sempre trata de amor que cada linha que eu lesse me faria lembrar do cara da livraria, da voz grave, do sorriso largo, das mãos, dos cabelos, dos olhos. Não, não me apaixonei. Será? Talvez tenha me re-apaixonado.
A verdade é que repensei várias coisas entre elas meus amores. Resolvi que vou, definitivamente, esquecer os amores passados. Sim, ficar só com o que foi bom, esquecer os percalços e fatos ruins. Não vou ler os recados deles no orkut (porque isso me deixa com ciúme), vou tratá-los como amigos nunca esquecendo que não devo deixar recados ou tocar em detalhes de como era bom e prazeroso quando estávamos juntos.
Quem sabe cumpra minha promessa e depois de acabar de ler o livro vá até a livraria comprar outro romance e contar o final de “Memórias de minhas putas tristes” para o cara da livraria. Não sei bem o que quero, mas sei que não quero viver meus dias de hoje só lembrando os romances passados. Não quero ficar pensando no tempo que passou ou que passará e nos amores que não tenho, mas poderia ter. Vou apenas viver, observar tudo a minha volta, sentir a natureza, já que tenha a oportunidade de entrar em contato com ela todo o final de semana. Claro, também tem as determinações de final de ano do tipo emagrecer nove quilos, fazer exercícios, estudar inglês, voltar para o alemão e o espanhol, tirar a carteira de motorista, sair pelo menos uma vez por mês (única maneira de conhecer pessoas), ir ao cinema sempre que puder e passar muito tempo junto com minha família e meus amigos.
Pessoal, passei bastante tempo sem escrever, mas este momento fraternal dos meus sobrinhos Calvin e Nina me fez pensar na minha vida e nos meus momentos. Me fez ver que o tempo passa pra todo mundo, mesmo sem que vejamos e, mais uma vez, que nada acontece fora do tempo. Também me empolguei ao ver que realmente amor não tem idade, nem cor, nem credo, nem raça, nem espécie, nem... o amor é apenas o amor e acontece pra todo mundo na hora que tem que acontecer. Certo? Pareço uma avó falando com a neta adolescente, mas o fato é que as avós são sábias (pelo tempo que já viveram e a experiência que acumularam). Enfim, não sei se o amor depende do tempo ou vice-versa mas ambos têm uma relação real. Ah! Se quiserem dar alguma sugestão em relação ao cara da livraria eu aceito.

6 Comments:

Blogger Carolzinha said...

Eita!
Amor é Amor! Independente da forma. O q importa é o Amor!
O cara da livraria? Bom Amigo para momentos necessários. Te fez pensar na vida em forma de amor!

2:17 PM  
Blogger Samara L. said...

Acho que a questão básica do amor, minha querida, é estarmos prontas para ele surgir. Por dentro.
Eu, por exemplo, não estou. Estou fechada, hirta, crisálida. E não adianta ler nenhum texto, nem concordar com esse teu post que tá lindo, porque não tô em condições de abrir. De maneira alguma. Não dá. Na minha kombi lotação não cabe mais ninguém.
Por outro lado, acredito piamente que, a partir do momento que vc se predispõe, ele acontece. De modos mágicos e surpreendentes. E,realmente, espero que aconteça logo contigo.

Um beijo para todas

9:06 PM  
Anonymous Pablo said...

Que lindo.
É isso aí. Nada como amar...
E o amor em broto, nascendo(ou renascendo), é maravilhoso! É tanto ar que parece que os pulmões vão estourar!
Eu sempre enfio o pé na jaca(que coisa menos romântica - hahaha!), mergulho de cabeça... muitas vezes rola um crânio rachado, mas quando não, é tudo fenomenal!!
Quanto ao cara da livraria, escrevi no meu blog um poema, acho que as duas últimas estrofes(versos, sei não, não lembro - começa em "descubro", termina em "deleite") do meu post... sei lá...!
Fica bem.
Abraço.

7:08 AM  
Blogger Ana Paula said...

nêga, o cara da livraria... bom, não sei quem é. nem de que livraria. mãns... parece o filme aquele da ágata e a tempestade. VAI FUNDO, né. caras de livraria devem ser legais. melhor que caras de açougue, de funerária, de loja de biquine asa delta, de lojas de produtos químicos, de distribuidoras de cigarro, essas coisas meio estranhas.

2:06 PM  
Anonymous Antonio Guadalupe Júnior said...

Lembro um dos primeiros versos que aprendi, o clichê: "O amor é uma flor rocha que nasce no coração dos trouxas!", não está totalmente errado. O amor não nasce, ele é semeado; é preciso semear as terras do coração para que o amor fingue e dê frutos... Mas a terra do corção dos trouxas não é muito boa, a melhor terra é a do coração dos apaixonado, diz a geologia que há bons adubos naturais no coração apaixonado, principalmnte no que tange a plantação de amor... Resta a dúvida, amor se toma como se fosse chá ou será que se faz um baseado se se fuma?... Beijo Mana!!!

12:21 PM  
Blogger Ana Paula said...

esse guri com essa poesia e tudo isso vai ser desperdiçado no direito. ah, guri!

3:59 PM  

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