07 dezembro 2005

Quebrando o clima natalino nO Diafragma


Se você quer me seguir,
Não é seguro.
Você não quer me trancar
Num quarto escuro.
Às vezes parece até que a gente deu um nó,
Hoje eu quero sair só.

(Lenine)


Sabe aquelas ocasiões em que a gente quer sair com as amigas, um grupo só de mulheres, para ver vitrines, ir ao cinema assistir a filmes que não sejam de porradaria ou simplesmente petiscar num bar conversando mulhercizes? Pois é, infelizmente algumas mulheres esquecem que existe isso e sempre estragam tudo aparecendo com os maridos a tiracolo quando marcamos alguma coisa desse tipo.

Eu até entendo que, quando se está no auge da paixão (aquele tempo de um ano, segundo pesquisas recentes), não se quer desgrudar do parceiro, aliás, nem se quer saber muito das amigas – os dois apaixonados se bastam. Mas, depois de alguns anos de casamento, querer levar o marido a todo canto que se vai me parece um tanto quanto esquisito; é quase uma prova de dominação do macho e de falta de individualidade da fêmea. Porque, pensem bem, alguém já viu homem levar a própria mulher ao chopp sagrado das sextas-feiras? Se tem mulher na mesa, podem crer que é “carne nova a ser abatida”, como eles mesmos descrevem delicadamente seus objetos de desejo.

Sempre me pareceu saudável preservar a linha divisória da individualidade, mesmo nos momentos de maiores arroubos amorosos. E não digo isso só para as mulheres, os homens também necessitam de espaço, de ter vida própria e interesses diversos. É preciso ter vontade de sair, para ter vontade de voltar para o lado do outro depois. Ou não?

12 Comments:

Blogger Thata said...

ah sim! sim sim e sim! também não entendo isso, viu...ou melhor, entendo. Você esqueceu, Lys, que há casais que são dominados pelo ciume, impedindo qualquer possibilidade de vida própria para ambas as partes. Nossa, conheço tanta gente assim...que meda!

3:24 PM  
Blogger Léli said...

SIIIIIIMMMMMMMM!!! Concordo totalmente e o acréscimo da Thata (sempre sábia em suas "tiorias") também. É impressionante mas parece que tem gente que não se toca, não percebe que tá só se fazendo mal. Mas... fazer o quê se tem quem goste de aprender pelo lado mais difícil?
Grande beijo para todos e todas.

3:36 PM  
Blogger Ana Paula said...

olha,não posso concordar mais com isso tudo, Lyzzy, mas tu sabe que eu tenho uma experiência diferente? apesar de que SAIR SÓ COM AS GURIAS seja algo de precioso e insubstituível, eu gosto de sair com o Michel e ele gosta de me arrastar pros lugares dele tb. aliás, ultimamente sou eu que tenho dito um sempre "ai, vai tu se quiser, eu não tô muito afins", e ele vai. às vezes é o contrário. mas eu encaro isso que nem aquelas amizades que a gente tem de adolescência, que não desgruda: as individualidades existem, mas amigo a gente quer arrastar pra tudo qto. é lugar. eu acho que o casamento não valeria a pena se fosse sem essa amizade.
mas sim, repito: sair com as gurias pra falar coisas que só mulé entende é insubstituível.

6:55 AM  
Blogger Ana Paula said...

esse NÃO POSSO CONCORDAR MAIS é aquele querendo dizer que concordo tanto que nem dá pra mais, viu?

6:56 AM  
Blogger Carolzinha said...

Olha... Sim e Não. Sim pro chopp das gurias.
Não para o chopp, pelada, filme, cigarro, jogo de truco, bebedeira, festa de final de ano, etc, etc, etc... dos machos. rssssss
Acho q todos temos direito de um chopp com gurias e gurios, mas isso não pode virar rotina pois "a carne nova a ser abatida" pode estar rodando seu marido. (e ele a ela). rsssssss
Ciúme é de cada um. Não dá pra medir. Cada um tem o seu. Folks. Mas existe. Eu tenho. Difícil.
Mas como diz a Ana Paula - amo ficar do lado do meu amor. :o)

3:26 PM  
Anonymous Helena Costa said...

Lys, tô um pouco atrasda no comentário, mas vc tocou num ponto crucial, bem sensível. É moleza convencer um homem a dividr tarefas domésticas, por exemplo, perto da quase impossibilidade de convencê-lo (e a todos as outras pessoas) que há coisas que você pode e gosta de fazer sem ele. Essa coisa castradora e babaca, tanto pra homens quanto pra mulheres, de duas metades que se completam. Argh!

3:21 PM  
Blogger carole said...

concordo e assino embaixo!
:)

6:14 PM  
Blogger Lys said...

Meninas, que fique claro que eu não sou contra ninguém sair por aí com seu amorzin' fazendo coisas juntos. Tão importante quanto a individualidade num relacionamento é a necessidade de as pessoas terem coisas, amigos, momentos, planos em comum -- se não fosse por isso, para que ficar junto, né messsssmo? O que me deixa de saco cheio é NUNCA poder ter um momento só de meninas com as minhas amigas mais queridas porque um machinho bobo se acha no direito de ter ciúmes da mulher. O pior de tudo é que esse tipo de gente não se toca do clima de estraga prazer que se instaura assim que ele entra em cena. Uma vaia bem grande para eles: uuuuuuuh!

9:39 AM  
Blogger Samara L. said...

Concordo em gênero, número e grau. Sempre "perco" amigas para namoradas, amigas e afins. Não é apenas sair: dependendo do caso, até uma conversa civilizada fica insustentável porque a outra criatura não sai do lado do telefone. Fui casada por dez anos e nunca deixei meu casamento interferir nas minhas amizades. Hoje, descasada, vejo que era um caso clínico, de tão raro...

10:55 AM  
Blogger Samara L. said...

*namorados, maridos e afins.

Sim, estou descompensada.

10:55 AM  
Blogger Lys said...

É isso, Sada: como conversar certos assuntos diante de um homem com quem nós não partilhamos nenhuma intimidade? Civilizada ou não, conversa de mulher é conversa de mulher. Não acho que você seja um "caso clínico"; há outras pessoas que conseguem manter um mínimo de individualidade num relacionamento amoroso. Caso clínico, meu bem, é quem não consegue!

7:14 AM  
Anonymous Marcela said...

Adorei! É isso mesmo! Algumas precisam apenas reforçar a idéia de que são casadas. Beijos

10:15 AM  

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