17 setembro 2005

Eu sou Sada e, caramba, eu falo muito...

A Penkala ainda vai se arrepender de ter me convidado para esse negócio porque eu sou muito prolixa.=P

Eu tenho trinta e três. E sou gêmeos em gêmeos, o que quer dizer que tenho quase todas as personalidades do mundo dentro de mim, mas por sorte um Saturno na cúspide que bota ordem na casa e dá um "para-te quieto" nas meninas. Sou paulistana de nascimento, japonesa de coração, mas penso e me expresso como gaúcha, como já devem ter notado. Mas aqui dentro ainda tem uma árabe, uma italiana e uma alemã invocadíssimas.
De profissão, por assim dizer, fui jornalista, mas estou quase curada. Aí, depois que fui pro Sul despiroquei de vez e fiz Letras, com habilitação em língua japonesa.E fui fazer mestrado em Literatura Japonesa lá em Zumpa City, mas agora voltei pra terrinha, por motivos longos demais para uma introdução dessas. Resumindo, me tornei uma desempregada qualificadíssima para coisa alguma... hehehe.

Sou de natureza intensa, apaixonada, ansiosa, pensapensante. E, principalmente, inconsistente, que segundo meu caríssimo exposo, é característica crucial para toda geminiana. Então, não me cobrem coerência, nem consistência.

Miscelânea: amo dança do ventre, discussões sobre questões de tradução, encher a cara quando o corpo permite, crianças & gatos (embora não tenha nenhum dos dois), toda e qualquer arte tradicional japonesa, literatura literatura literatura, cinema como veículo de boas histórias e gente inteira. Fico de cara com intolerância, futilidade que se auto-considera (fúteis todos somos, sacal é achar a própria futilidade relevante...), falta de polidez, tudo o que não se sustenta.

Aqui vou escrever sobre as cousas da vida, do ponto de vista bizarro de ser quem sou.

comecem os trabalhos

oi, eu sou a Penkala e estou aqui pra falar da vida, como toda mulherzinha gosta. eu sei fazer um monte de coisas, inclusive artigos cientificos e risotto de brócolis. sou jornalista, meu esquema é cinema, sou cdf, gosto de dormir, adoro desenho animado, tenho dois filhos que voam e odeio ficar mais de um mês com a mesma cor de cabelo. sou uma chata muito mal humorada, mas gente boa. sou a primeira geração brasileira de um lado da família, tenho italiano, espanhol, polaco e português nesse sangue aqui, mas é essa minha cara eslava que prevalece: tranparente, olho azul, cabelo loiro, costas de armário. o que não quer dizer nada mesmo, porque uma biza era negra de tão moura (uh, o nariz!) e a outra biza era negra de... negra mesmo. o que significa que eu sou um tratado de tordesilhas mundial num corpo só (o que explica o tamanho do meu corpo) e que sou branca que nem papel, mas no verão eu fico logo muito negona. talvez por isso eu seja tão enraizada quanto um baobá. ou por ser gaúcha e ter um bairrismo absurdo no sangue também.
no recreio eu lia, eu odeio autoridade, adoro arroz e feijão, tenho dislexia, eu fui campeã de atletismo e basquete, eu sei falar alguma coisa de polonês, eu gosto de cheirar passarinhos e de fazer colagens, eu sou mão de vaca, eu adoro vaca, eu não como vaca, nem porco, nem carne vermelha nenhuma, eu choro vendo Kramer versus Kramer, eu sou comedora compulsiva, eu sou casada, eu faço mestrado e estou estudando processos de significação, mas eu não faço semiótica, eu coloco a perna sobre o ombro, eu não acredito em deus, eu morro de medo altura e de ser soterrada, e não sei vomitar. eu adoro animais, eu considero eles tanto quanto os seres humanos, eu sou sonâmbula, eu tento, mas não consigo comer manga. e eu adoro comer prato de operário. escrevo contos, e logo vão publicar, mas eu não pretendo ganhar grana com isso. enfim. esse primeiro post puxa outros, dessas guriazinhas de todos os lugares do Brasil que vão escrever aqui e falar tudo o que estão vendo, todos os raios úteis que passam pelo seu diafragma. descrevam-se, gurias!