08 novembro 2005

o cafuné do Calvin e da Nina

Por que a gente tem que sentir taaaaaaaanto amor por duas bolinhas coloridas destas? eles pipoqueiam o dia todo, têm as perninhas fininhas e os dedos compriiiiidos, e ficam desfiando palha de milho hoooooras, e brigam e se mordem o pé um do outro. eles falam enquanto dormem, fazem barulho de máquina registradora digital. a Nina dorme em qualquer pano que ela encontrar. se ela está caminhando e ... ops... encontra um pano, ela simplesmente se abaixa e dorme ali. ou ela faz SACADAS de pano do lado de fora da casinha dos outros. ela construiu uma rede, onde ela dorme todas as noites, no segundo dia que chegou aqui.

eles têm cheiro de nenê pássaro, e a barriguinha cheira a sementinhas, porque eles agora acham divertido dormir sobre a banheira de comida.

aliás, eles tomam banho toda hora. começam lavando a cara, depois o resto do corpo, até ficarem inteiramente murchos de suas peninhas muito fofas. e o olhar? aquele olho redondo de baby bird, que te olha, faz expressões que te fazem compreender perfeitamente o que querem dizer. o Cal, quando sai da toca dele do computador (parte da minha perna que fica embaixo da mesa do teclado), me olha fixamente como quem diz: "será que dava pra tu não fazer movimentos bruscos que eu quero dormir?". a Nininha não, ainda, porque ela usa batom e blush mas é cagona com seres humanos. ela olha com um olhar assustado de quem quer observar teus movimentos pra fugir assim que der.

mas o espetáculo mesmo fica por conta de olhar os dois interagindo. ele é implicante, e é um gurizinho de menos de 10 anos, ou seja, "ai, que saco as meninas". ela é mimosa, tímida, quietinha, avalia as coisas na calma. ele chega, ventarrão, pegando literalmente no pé dela, ela reclama, mas fica quietinha. aí ele oferece a nuca pra ela enfiar o bico e fazer cafuné. depois faz igual nela, depois dá beijo na bochecha, depois lambe o olho (passarinhos acham isso divertido, e eu fiquei achando que ia ter filhotes cegos antes de compreender que era só lambida, não furada). O Calvin tem um amigo, o papel, que ele achou meio estranho e resolveu levar ele pra comer. ficava lá na banheira de comida "vai, amiguinho, come a sementinha, é bom".

esse momento raro aí da foto foi o pai das pipoquinhas que pegou. quando eles percebem máquina fotográfica, ficam algariados e começam a fazer macaquices, mas esse flagra o Michel conseguiu dar. então essa é a dupla razão (inda tenho uma terceira, a Pandora, que um dia mostro também) de eu parar de escrever sobre violência e cinema e ficar abestalhada olhando uma guriazinha de batom e blush e um gurizinho de pijama de tip-top se fazendo cafuné e conversando enrolado. enfim, um nojo que mal consigo suportar sozinha. por isso vim aqui dividir com vocês.

aqui tem uma foto que a Carole (vó da Nina e do Calvin) postou quando a Nina e o mano dela eram babys depenadinhos. a da direita é a Ninoca, com aquela carucha fofa e curiosa.