02 dezembro 2005

ho ho....ho?

pois é, essa coisa de Natal pra mim também é ambígua, mas acabo "não gostando" mais do que "gostando".
adoro reveillon. fogos de artificio, ondas do mar molhando os pés, alegria, alegria.

a única coisa que me dá calafrios é pensar que em poucos dias vai ter um calendario cheinho de dias pela frente (e meu relacionamento com o desconhecido e incerto nunca foi muito amoroso).
parece pessimismo isso, né? mas quando falo em incertezas falo das boas também, do tipo "quando será que aquela notícia boa virá?". o-que-vem-depois me deixa insegura e obviamente o futuro se encaixa aqui. viver um dia de cada vez, curtir o presente...tá eu sei disso, mas pra mim, nesses dias de final de ano, o futuro é muito mais presente do que o passado.
aliás, fiquei pensando agora: por que ao invés de fazer uma retrospectiva não se dá uma amostra do que virá? pensando bem, perderia a graça, afinal a vida é feita de surpresas...

mas que dá frio na barriga dá.

29 novembro 2005

É natal! É natal!

O Natal não é uma época da qual eu goste muito, aliás, não gosto quase nada. Não é pelo período, não é pelos motivos comerciais tampouco pelos espirituais (esses eu prezo bastante), mas é que mesmo sem querer me sinto deprimida, algo toca de forma desafinada dentro do meu ser. Fico feliz (e sei que devo ficar) por estar perto das pessoas que amo e que me amam e sei que as que estão longe continuam me amando como se estivessem perto. Não gosto de falar nisso porque parece que atrai mais, sei lá, sei que não me agrada ficar “encorujada” pensando no que poderia ser, em como mudar as regras do jogo, em como criar coragem e virar a mesa de vez. Fico chateada de ficar assim brocoxô.
Isso passa!
Vi uma declaração de amor, que não foi pra mim “óbeveo” que deu um cutucão na ferida, sabe quando a pele está fininha e uma pequena batida rebenta a casca? Pois é, doeu fundo, mas eu sabia – com a cabeça – que não deveria me sentir assim, afinal eu já sabia – com a cabeça – que aquele amor não era meu, só que o coração... ah! este coração aqui não sabia e ficou assim batendo meio desafinado, meio triste tipo música do saudoso Lupicínio. Os olhos quase caíram na falseta que o coração me pregou e foi por um instante que a lágrima não rolou. Deu uma volta bem grande porque tinha que resolver problemas que não dependiam de mim, mas precisavam de um empurrão da minha vontade de saber os resultados. Consegui resolver dois, um ficou para amanhã – devido à outra parte, e um eu não pude mesmo, pois quando cheguei ele não estava, agora vou ter que descobrir como poderei encontrá-lo, só para olhar, para ver, ouvir a voz, mas não sei, agora sinto medo de o cara da livraria estar em outro lugar, e se transformar no cara do banco, ou do açougue, ou da padaria, ou sei lá de onde.
Pensei que escrevendo tudo passaria minha angústia natalina, minha tristeza por não ter conseguido encontrar o cara, meu coração partido por uma declaração de amor que eu sabia nunca seria pra mim, minha raiva de me deixar dominar pela raiva, o meu medo de não conseguir fazer o que quero por medo e de não encontrar as respostas para os meus porquês (viu Thata?!).
Sim, eu sei tudo vai passar vou conseguir encontrar resposta para todas as perguntas, a angustia e a tristeza passará, as declarações para mim irão acontecer e o emprego dos sonhos também. Mas por enquanto ta doendo um pouquinho, é pouco nada grave ou fatal só que dói, quem sabe se eu ficar quietinha não passa?!