23 dezembro 2005

Ei, você aí, la la la la

Ah, as lindas marchinhas de Carnaval. Quando dermos por nós, estaremos falando do Carnaval e de nossas agruras adolescentes quando naquele baile, do século passado, na Associação Atlética Rio Pardense, eu... enfim. Ainda é Natal. Então eu comecei a escrever um post todo ele tão pessoal, achei por bem dividi-lo com vocês, já que andamos falando de natal por aqui.
Leiam minhas mensagens de natal, lá no meu blog. E, por favor, comentem.

Beijo. Rou, rou, rou.

18 dezembro 2005

O poetinha é que estava certo

Eu pensei que as pessoas se casassem – ou juntassem – para ficarem juntas. Não para sempre ou eternamente porque talvez isso não exista ou por um motivo ou outro não dê. No entanto, ouvi hoje uma declaração que me fez pensar nas relações homem-mulher, nos relacionamentos e em toda a gama de assuntos que costumamos debater aqui nO Diafragma. A moça de uns 30 anos, mãe de uma menininha linda de no máximo oito meses disse, em meio a uma grande platéia de mulheres com a idade dela e outras bem mais experientes que: “não pretendia viver o resto da vida com o fulano (pai do bebê, seu marido)”. Sim, é óbvio que não sabemos o dia de amanhã, relacionar-se, mesmo em família, tem suas dificuldades, num casamento talvez as tensões do dia-a-dia aumentem. Tudo isso eu entendo. Também não compartilho da idéia de que casamento é pra sempre, sei que há motivos e situações que não são superadas e mesmo um casal com filhos (ou principalmente) com tais problemas devem se separar antes que comecem a se odiar.Não posso acreditar que uma pessoa bota um filho pensando que não vai viver o resto da vida com o pai da criança.
Volto a dizer não acho que as pessoas devam suportar sofrimento e infelicidade num relacionamento só para não se separar. Mas não é muito fatalismo as pessoas começarem um relacionamento pensando bom daqui a um ano talvez não estejamos mais juntos? Isso não facilita para o rompimento sem que se tente realmente fazer dar certo? Presenciamos na família, acompanhamos no cotidiano dos artistas (como se sua vida particular fosse uma novela) o início e o fim do namoro/casamento/“amigação” que nem bem começou mas está dando o último suspiro.
A busca por um amor verdadeiro e uma convivência a dois que seja harmoniosa torna-se habitual entre os solteiros só que, ao mesmo tempo em que se procura alguém várias questões assombram os solitários. Perguntas do tipo “será que é pra valer?”, “será que ele(a) quer alguma coisa séria?” são comuns.
Esse “entreguismo” sem luta pode estar sendo motivado pelo pensamento de que não somos obrigadas a viver junto, não deu não fazer o quê? E embora pareça demonstrar a liberdade que nós mulheres adquirimos no momento da liberação sexual também faz com que nos tornemos mais solitárias. Acabamos acreditando menos no amor e nos relacionamentos, já que acreditamos menos nos relacionamentos por que não confiamos tanto nos homens (pois os homens são os homens, são galinhas, gostam das cachorras, preferem as louras – sem generalizar, são alguns, mas ainda não sei onde estão os bons moços).
Apesar de tudo isso, ainda acredito que encontrarei, nesta vida, meu amor verdadeiro. Pode ser o cara da livraria (hoje encontrei com ele), um ex-namorado (embora eu não queira muito esta opção), um amigo verdadeiro para quem nunca olhei com os olhos da paixão ou alguém que ainda vou conhecer. Não importa se ele já está ou vai aparecer na minha existência o que realmente importa é que quando surgir quero me entregar inteira sem pensar em quando ou até quando irá durar. Na verdade o Vinícius é que tá certo “que seja infinito enquanto dure”.