31 janeiro 2006

Quando passado liga

Sabe o que é pior do que escrever uma carta para um ex-namorado que não vê a dez anos e de quem tu tens saudade e sabe que a possibilidade de ele responder é mínima? Eu sei. É saber que tem uma pessoa que foi mais especial do que a primeira, com quem tu ainda troca e-mail e fala pelo MSN muito de vez enquando, mas que quando tu tocas no assunto de somos amigos e as coisas entre nós nunca serão como foram antes ele reafirma que tem o mesmo sentimento de amor e de carinho que antes. Que diz que para ele nada mudou, no entanto numa bela tarde, um dia depois do dia da saudade, um simples toque para o celular faz com que este ser (que te fez muito feliz num momento) te ligue e em cinco minutos de conversa faça cair por terra todo o discurso escrito por ele mesmo.
Sei bem que muito do que eu sinto é nutrido pelas lembranças boas e pelo carinho que tenho por tal criatura, assim como todas as incertezas e medos que tenho sobre relacionamentos amorosos são todos provocados pela história da humanidade - que tem lindos casos de amor, mas também uma imensa gama de causos de homens que enganam as mulheres – este último eu não estou generalizando, tem homens ótimos, eu mesma conheço alguns. Também tenho conhecimento de vários outros que tem uma natureza bi, poligâmica e por isto optaram por ficarem sozinhos para melhor aproveitar seus instintos e outros que gostam de ter uma mulher “fixa” e os casinhos na rua.
Sei que já debatemos este tema por aqui. Gostaria só de questionar se assim como eu, as outras gurias aqui presentes também têm esta dificuldade de se livrar desses sentimentos, saudades, carinhos e lembranças dos ex, ou de algum em especial. Não, não quero me livrar de tudo, quero aprender a romper com esta espécie de dependência que fico, é estranho porque eu sei que não vamos voltar, não tenho raiva dele, mas às vezes tenho ciúme, sei que as coisas não serão como antes, no entanto quero ficar amiga, só que sem a parte do ciúme, a vontade de beijar e abraçar e dormir abraçada e pensar o quanto era bom quando estávamos juntos e sem sentir medo de ter sentido tudo o que senti sozinha. Sabe como é?
Sinto-me um pouco refém dos meus sentimentos porque sei bem que só vou deixar de ter estes sentimentos para com ele quando me apaixonar de novo, de verdade. Daí só vai ficar o carinho, as boas lembranças, a saudade fica bem pequenininha e passa bem depressa. O que se faz com um coração que tá vazio? O pior é que vão se acumulando coisas, como diz o Raulzito: “dois problemas se misturam, a verdade do Universo e a prestação que vai vencer”, sim é a falta de grana e de amõorr.
Outro problema é pensar nas prioridades, em por onde começar, a que se dedicar primeiro. Fico escrevendo estas coisas e lembrei da série que estreou na televisão, Avassaladoras, alguém viu? Pois é, são mulheres na faixa dos 25 aos 30 anos, com algumas dúvidas que já foram discutidas aqui no nosso espaço. O mais engraçado é que tem coisas que servem como uma luva pra mim como a frase do carinha (o gostosão da série) dizendo: “não saiu com mulher de 30”, ao que a mulher de trinta perguntou porque e ele respondeu: “são muito complicadas”.
É isso aí! Complicada? Eu? Que isso! Avassaladora? Não, só uma mulher um pouquinho Alterada.

4 Comments:

Anonymous joseluis said...

essa dependencia dos sentimentos não é exclusividade feminina
nós tambem temos isso
o último sentimento que resta num caso acabado é o de posse
quando voce ainda acha que a pessoa te pertence
e quando entra uma nova paixão e a paixão anterior foi grande fica sempre um sentimento bom pela pessoa, tipo uma saudade até gostosa de sentir que não interfere em nada na nova paixão
e a vocação de poligamia, não é mais vocação masculina
as mulheres hoje em dia são iguais ou até mais que os homens
o homem quando trai, chega em casa com flores e a mulher chega de cabelo molhado como se tivesse vindo do cabelereiro
alem de tudo a mulher é dissimulada
hehehe

5:17 AM  
Blogger Lys said...

Léli, dificuldade para se livrar do passado? Ninguém tem mais do que eu. Acho que isso advém do fato de que eu só me apaixono uma vez a cada 1000 anos, então para mim não serve aquela máxima de que "um velho amor se cura com um novo amor". Um velho amor eu só curo com tempo, muuuuuito tempo.

Quanto ao moço que diz uma coisa uma hora e outra coisa depois, sugiro uma eliminação da criatura do seu espaço mental. Esse tipo de gente, seja homem ou mulher, não merece a energia que a gente, bobamente, gasta com eles. Além do mais, essa coisa de ser amigo/a de ex é algo além das minhas possibilidades; deixo para aquelas pessoas que conseguem também esquecer um grande amor em uma semana, pessoas essas que invejo incrivelmente!

10:00 AM  
Blogger Carolzinha said...

Pra mim amigo(a) de ex só se o amor não foi "aquele" amor, e sim mais um caso (esses dá numa boa pra ser amigo de verdade). Massss amizade de verdade entre 2 pessoas q se amaram veneramente é MUITO mais complicado. Tem muito sentimento q rola. (esses q vc mencionou q tem vontade de fazer).
Na real, à distância, até se consegue ter uma amizade saudável. Mas convivência de ver todo o tempo: trabalho, balada, mesmo amigos... difícil existir!!!
Pra mim apenas o tempo apaga a dor do amor desfeito... não existe remédio melhor. Misture amigos, baladas, bebidinhas e risadas... Melhor drink q esse impossível!!! ;o)
Bjus

3:12 PM  
Blogger Samara L. said...

Ai, caramba, sou que nem a Lys. E tenho a agravante de ser muuuuuuiito boazinha e ficar amiga querida pra sempre de toda vida dos meus ex - para terror e desespero das atuais namoradas deles. Acabo, em função disso, virando muitas vezes uma amiga clandestina... Para mim o passado é realmente uma âncora no pescoço. Ai, chega, já falei demais.

3:29 PM  

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