24 março 2006

Nosso tempo

Já faz tempo que não escrevo por aqui. Sinto muita falta dos assuntos pautados neste blog, mas não tenho tido o acesso a Internet e nem o tempo que gostaria para discorrer sobre milhares de assuntos que povoam minha cabeça.
Começo por dar os parabéns a minhas amigas e companheiras d’O Diafragma pelo dia internacional da mulher. Assim como para todas as meninas que comentam e lêem as coisas que colocamos aqui. Aos meninos também por terem a sensibilidade de vir aqui nos dar os parabéns e por nos amar. E também para dar uma provocadinha em relação à posição de cada uma das moças em relação ao protesto das trabalhadoras rurais do MST e Via Campesina na empresa Aracruz celulose.
Eu escrevi lá no imprensa marrom que fiquei decepcionada com a situação e senti que as mulheres serviram como massa de manobra. Sei que mulheres podem ser muito violentas quando querem, mas vamos comparar, por exemplo, a um protesto do Cpers sindicato que representa os professores aqui no RS. Não lembro de invasão, quebra-quebra ou violência e a grande maioria dos representantes do magistério ainda é o sexo feminino.
Não que eu desconsidere os direitos, eu acho legítimas algumas reivindicações, mas estas invasões que ocorrem no país inteiro para mim são apenas políticas. Ambos os movimentos estão desgastados devido à política de invasão de terras porque a população que não tem acesso a fatos verídicos muitas vezes os considera como baderneiros, bandidos e sem-vergonhas. Sou inteiramente a favor da Reforma Agrária, mas da reforma agrária de fato, verdadeira, não estes assentamentos com terras compradas de grileiros. Assentamentos ermos que servem como bolsões de miséria iguais às favelas ou loteamentos dados assim como quem dá um pão para matar a fome da hora. Existe muito mais, além disso. São pessoas, são seres humanos, têm necessidades, têm direitos e também têm obrigações. Quando é que os governantes vão entender que nós não queremos caridade, mas sim acesso ao que é básico para que nós mesmos possamos suprir as necessidades mais básicas?

2 Comments:

Anonymous Pablo said...

Daqui a pocuo vão dizer da política o que dizem sobre religião e futebol, que não se discute! Tamanha a baderna que existe!
Acho que toda a esquerda perdeu com estes 4 anos de governo. Não acredito que venha alguém para melhorar, tão pouco acreditava que no final estariam os lençois todos limpos, mas o que me irritou e decepcionou foi o desbundo petista e também o fato de sempre terem se mostrado como as vestais da políticas, "virgens intocadas", a nossa última chance, aqueles que saberia m oque fazer e por aí vai... nada disso, são humanos, arrogantes, prepotentes e incapazes como todos os outros antecessores! Antes tivesse votado no Serra e este tivessa vencido as eleições, teríamos um excelente partindo de esquerda na oposição. É o que o PT deveria ter sido sempre.
Reforma agrária está para os sem terra como a irrigação está para o povo do sertão nordestino, é apenas promessa de campanha, não aconteceu antes e nunca vai acontecer, a menos que ocorra uma revolução popular, o que é impossível, diante de uma juventude bunda-mole, intelectuais (se ainda existem) bundas-moles, povo bunda-mole. A impressão que me dá é que virou um grande negócio, tudo virou um grande negócio de movimentação polítco-social sem a menor intenção de resolver o problema agrário no país.
Não dá para chamar o que existe no Brasil, atualmente, de anarquia, anarquia não é isto, o que estamos vendo é pouca vergonha e falta de respeito. Falta dignidade e caráter. Não vão ocorrer melhorias na política econômica ou social, na agrária ou em qualquer setor enquanto formos o país das medidas provisórias que taxa os aposentados do serviço público pois é mais fácil do que caçar os ladrões do INSS, que dá cotas para determinados grupos ao invés de melhorar a qualidade do ensino municipal, estadual e federal. Que tenta transpor um rio praticamente morto ao invés de recuperá-lo.
O Brasil é uma piada de salão.
A frase proferida pelo embaixador brasileiro Carlos Alves de Souza, popularmente atribuída a Charles de Gaulle "O Brasil não é um país sério." nos define da melhor forma.

E MAIS UMA COISA: VIVA A LÉLI!
Ela não é Jesus, mas ressuscitou o Diafragma! HAHAHAHAHAHA!

Beijo a todas.

1:02 PM  
Blogger Carolzinha said...

Olha Léli, sou a favor de várias coisinhas tbm, mas acho q existem MUITOS desses MST aí que dizem não ter nada e na real tem MUITA coisa. Isso já virou (como vc mesmo disse) política e não mais questão de honra e sobrevivência!!
Se for assim eu vou começar a invadir APs duplex em frente ao mar, pq eu não tenho um!!! kakakakakakakaka
MSAP... Quem me acompanha?!?!
Bjus

2:13 PM  

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