05 maio 2006

mama áfrica

pois é, estive totalmente fora da casinha por uns tempos. estava sem senha e sem saber como conseguir uma nova do blogger porque estava sem o nome de usuário. tudo está ok agora.

eu já fui mãe de duas crianças de dois anos, o Humberto e a Laura. eram crianças que eu cuidava, eu tinha treze, elas zero, 1, 2 ... anos, até que um dia elas deixaram de ser criancinhas pequenas, mas quando tinham 1, 2 anos, elas me chamaram de mãe. algumas vezes. hoje essa menina tem mais peito que eu. tá no meu orkut. nos falamos de vez em quando. ela não saiu da minha barriga mas "tem minha genética": virou uma punk-paz-e-amor revoltada. hoje o menino tá mais alto que eu, falo com ele no msn algumas vezes. ele, apesar de ser do meu sangue, não tem minha cara. pelo menos gosta de jimi hendrix.

eu sou madrinha do coração, que é um tipo de madrinha que não batiza, mas apesar disso está lá, com o peito cheio de amor. esse menino tem seis anos e eu conheci ele quando ele ainda tinha dias dentro da barriga da mãe dele. conversava com o Bruno enquanto a mãe dele assistia uma aula, falava lá pra dentro da barriga dela: "sai daí, guri, que a tia Ana quer te ver". peguei ele pela primeira vez quando ele tinha 3 horas de mundo. vermeeeelho de tanto ficar quentinho lá na barriga. ele foi com a minha cara na hora. eu cantava "anaáááá banana, por tua causa eu tô em cana, beibe" pra ele dormir, levava ele pra piscina, ensinava ele como fazer uma bola de comida e depois mostrar tudo pros outros (dentro da boca) ou mostrava pra ele as maravilhosas vozes bizarras que se pode fazer falando na frente do ventilador ligado. quando ele tava fazendo 4 anos, dei um E.T. pra ele. o, O e.t. e expliquei que aquele boneco era de um filme muito legal que eu tinha visto quando era pequena que nem ele. ele não tem meu sangue e nem saiu da minha barriga, mas cada abraço que me dá parece que junta a pele comigo e eu sinto como se ele fosse da minha carne. fora o fato de que ele é cinéfilo e já tem uma devedoteca de desenhos animados altamente profissional. e ele gosta do buuuuuuuuuuuuuuuuzz lightyear!

eu sou mãe de três pestinhas voadoras. duas meninas e um menino. o Calvin, a Nina e a Pandora. o Cal e a Ninoca são mais independentes, apesar de pesarem, cada um, menos que 25 gramas. a Pandy não. ela chegou nos meus braços com um mês de idade, cheia de penugens ainda, sem saber voar e nem comer e nem tomar água. eu acordava de duas em duas horas de madrugada, durante a primeira semaninha dela na minha casa, pra dar comida e água na boquinha. no bico, na verdade. e eu tinha que dar comida da minha boca pra dela. começou a ser complicado quando eu fui ensinar a abrir sementes de girassol. não sei se vocês sabem, mas sementes de girassol tem gosto de... semente. hoje ela come de tudo, inclusive gelatina de morango. certa feita essa criança caiu doente e eu passei a acordar denovo de duas em duas horas na madrugada por uma semana pra dar o romédio no contagotas. tinha que misturar com suco de tangerina. no fim ela já achava um barato eu acordar ela de duas em duas horas pra tomar suco. hoje, tanto ela quanto os outros dois pestinhas voam enlouquecidamente pela casa. se a Pandy saiu a mim, preguiçosinha, toda temperamental, gritona, um pato de banheira e bom-garfo (além de adorar Elvis e filme do Chaplin e do Win Wenders), os outros dois não ficam atrás. o Cal fica o dia inteiro de pijama se deixarem e é revoltado. a Nina é dorminhoca e adora fazer barraquinha (além de ser respondona).

meu relógio biológico desperta toda vez que vejo um sapatinho de nenê. me coloquem diante de um pacotinho de gente pra vocês verem. essa urgência em segurar um nenê no colo nem é de hoje, mas agora isso tá ficando mais urgente ainda. tenho data pra engravidar mas penso o tempo todo em me fazer de louca e ignorar o mestrado, o doutorado e fazer logo essa criança. definitivamente eu sou mãe. definitivamente eu nasci pra ser mãe. o Pedro Ernesto e/ou a Luiza vão ter que esperar, mas que eles fiquem bem atentos, com seus olhinhos de nenê, que logo eu chamo eles. chamo eles e todas as crianças do mundo. sejam de sangue, de amigos, sejam quadrúpedes ou voadoras. teve um sujeito que disse "vinde a mim as criancinhas", e eu faço minhas as palavras dele. vinde. todos. eu ensinarei a vocês como desesperar uma mãe em cinco minutos fazendo meleca com a comida. ou o quanto é divertido falar na frente do ventilador ligado.

5 Comments:

Anonymous carole said...

baseada no modo como tu cuida dos filhos penudos, posso dizer de boca cheia que tu vai ser uma mãe e tanto!

6:51 PM  
Blogger Léli said...

Adorei esse post!
È isso aí ser mãe é ser mãe até mesmo quando ainda não parimos.

8:47 AM  
Anonymous Pablo Olivieri said...

E a maternidade dO Diafragma vai aumentando a olhos vistos! :D

Legal o post dona Penkala!

10:47 AM  
Blogger Samara L. said...

Faz logo essa criança, muié!^_^

3:41 PM  
Blogger Daniel "Mack" said...

Crianças...Qual espelho de minha alma poderia ser mais belo que meu filho?
Reflexos de todos os meus sonhos e magoas, eis entao que surge..meu filho.

10:48 AM  

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