04 maio 2006

a mãe em mim

Eu sou mãe. Mesmo sem nunca ter parido, o sou. Nasci assim. Pertenço a uma longa linhagem de mammas, provinda diretamente de uma Itália distante. Assim, por ser a primeira filha da filha mais velha da filha mais velha da minha bisavó, que por sua vez, se não me engano, era também uma primogênita, estou fadada a ser mãe de todos os filhos que o mundo me der.

E eu digo: me deu muitos. Sou a mãe inevitável das amigas e dos amigos, a mãe estepe dos irmãos, a mãe do gato, às vezes, até a mãe da mãe. Sou aquela que te diz (até sem nunca ter te visto antes)que leve um casaco, que não tome gelado, que não fale com estranhos. Sou a do colo e dos conselhos prudentes. E, claro, aquela que faz a macarronada do domingo e o café com bolo no fim da tarde.

Sou também a mãe de filhos imaginários, dos filhos que ainda vou ter. É para eles que penso em cada passo, que decido, que planejo. Para que quando vierem, tenham um mundo melhor e um lugar quentinho para os acolher.

Ser mãe, pra mim, não é instinto. É condição. Não é escolha, é sina. Não é querer. É ser. Tem muita gente no mundo que tem filhos mas não é mãe. Eu, cada vez mais, eu sou.

(atendendo a pedidos da Léli! porque, vou confessar, eu tava quase desistindo do Diafragma, mas vamos lá! vamos postar meninas. E vamos aproveitar que o dia das mães vem aí e fazer uma homenagem para elas.

3 Comments:

Blogger Léli said...

Isso Thata!
Valeu!

8:44 AM  
Anonymous Pablo Olivieri said...

Poutz, se eu não tivesse uma mãe tão super-ultra-mega-mãezona ia pedir procê me adotar! hehehehehehehehe!

10:41 AM  
Anonymous Pablo Olivieri said...

Afinal, coração de mãe sempre cabe mais um! huahuahua!

10:41 AM  

Postar um comentário

<< Home