13 julho 2006

Lealdade versus fidelidade

Fala-se muito sobre fidelidade, poligamia e monogamia. Geralmente é a poligamia do homem, a monogamia da mulher e a fidelidade, não se sabe ao certo onde entra. Sim, porque se é da natureza do homem ser/querer/ter mais de uma mulher e é do gênero feminino ser monogâmica aonde entra a fidelidade?
Bem, eu não concordo com está história de natureza, na verdade creio que a natureza humana determina certos pontos do caráter do homem e da mulher, mas existem mulheres tão canalhas quanto os homens, assim como, pode parecer piada, existe homem fiel. Só que hoje em dia fidelidade é uma coisa meio batida, nós, aqui mesmo nO Diafragma, já debatemos isso tudo. Mas além das discussões mais corriqueiras me chamou atenção o que escutei num comercial da nova novela das oito e que é uma coisa, na verdade me chamou mais atenção por isso, que a Ana sempre me fala. Fidelidade não é lealdade.
Quando se constrói um relacionamento verdadeiro o que se espera do companheiro ou da companheira é lealdade. Porque tu não manténs simplesmente um caso sexual, mas sim divide sonhos, esperanças. Vai montando uma história. Caso o outro vá construindo paralelamente uma outra história, com uma outra pessoa, isso é deslealdade, mais do que infidelidade. Apaixonar-se por outro ou outra no meio da história que já se tem não é impossível, não é traição. Traição é não dividir isso, é não abrir o jogo com a pessoa com quem tu dormes noite após noite. Na verdade, eu não sei como, mas as pessoas seguem transando sem o menor peso na consciência e sempre sem coragem ou por puro comodismo sem colocar as cartas na mesa. É claro que casos passageiros dentro do casamento é infidelidade, mas muitas vezes é só um caso. Eu não concordo, não sei se perdoaria, mas ir se apaixonando, ir se envolvendo com outra pessoa, fazendo planos, dividindo outros sonhos, outras esperanças sem romper com o relacionamento antigo, isso é deslealdade, por que além de parceiro sexual, quando se vive junto, os cônjuges também são amigos, são cúmplices.
Porque traição de amigo é quase imperdoável e traição de marido pode até ser esquecida? Não deveria ser regra básica que namorados/esposos e assemelhados sejam amigos? E a poligamia? Porque sempre que se fala nisso são os homens que dão exemplos de sociedades poligâmicas, até porque, comunidades femininas e poligâmicas, eu nunca ouvi falar de nenhuma. Embora meu irmão tenha jurado que existiu uma. Tá certo, as mulheres também traem, algumas bem mais que muito. É complicado pensar nisso, mas não é impossível frear o tesão louco pelo entregador de pizza com o corpo sarado. Com certeza argumentar que a natureza é assim é reduzir o assunto de forma muito simples. Até porque é da natureza, na verdade necessidade atender às necessidades fisiológicas (o sexo, aliás, é uma delas), no entanto não fazemos côco (mulher faz côco, não tem jeito) em plena rua, ou sexo, em qualquer esquina. Conseguindo controlar necessidades prementes como o xixi (e não mija, faz xixi, pode até estar se mijando, mas vai ao banheiro fazer xixi) porque não agüenta o incrível desejo de fazer sexo com outrem além de sua namorada ou afim?ar se mijando, mas vai ao banheiro fazer xixi xixi (e faz xixi), dividindo outros sonhos, outras esperan
O ser humano é muito complexo. Eu não conseguiria explicar, aliás, eu não entendo. Confesso, não entendo nem a mim mesma.