24 outubro 2006

Se um desconhecido lhe oferecer flores isto é impulse

Sempre fui muito imaginativa. E sou romântica, apesar de não parecer, eu acho... E gosto de propaganda, não seria publicitária, mas gosto de assistir, de falar sobre. Algumas realmente me emocionam a ponto de me fazer chorar naqueles dias mais downs.
A que lembro melhor da minha infância era do desodorante impulse. Achava-as muito boas e imprescindivelmente românticas. A base era mais ou menos sempre a mesma, uma mulher bonita saindo para o trabalho que passava pela rua por um lindo homem, desconhecido dela, claro, que depois de vê-la passar lhe oferece flores. Lembro especialmente de um em que a mulher é super-independente e está dirigindo seu carro conversível pela estrada e ao passar por um avião, logo o piloto voa sobre seu carro e descarrega uma chuva de flores. Ultra romântico!
Porque estou falando nisso, é que estou numa discussão interessante numa comunidade do orkut que fala sobre O mito do amor romântico. E chegamos, depois de muitos e muitos debates, a conclusão de que uma das formas de perpetuar o mito é o consumismo e a propaganda. Tanto que faz um homem oferecer flores a uma mulher desconhecida, coisa que normalmente só ocorre em ocasiões especiais. Algumas dirão até que só ocorre quando eles aprontam alguma...
Enfim, já cheguei a sonhar em usar impulse e ter um desconhecido a me oferecer flores. Mas isso foi quando tinha meus nove ou dez anos. Hoje não posso usar desodorantes com perfume e o único homem que me ofereceu flores foi meu ex-namorado e no natal. Conclusão... somos românticas no entanto o amor romântico é cheio de fatores que o determinam, ou ele é maravilhoso e perfeito ou é impossível.
Não, não estou desanimada com o amor, sei que ele existe, mas já me convenci que não desta forma.