30 abril 2008

Disseram que procuro longe o que está bem perto

Oi, tem alguém por aí na blogsfera que lê este Diafragma???
Éramos seis mas todas foram cuidar da vida e nosso blog coletivo meio que se finou, não fosse uma vez ou outra eu passar por aqui e deixar um desabafo ou suspiro. Mas eu entendo bem a ausência do pessoal, também acabo passando nos blogs lendo-os e não comentando. Além de não atualizar o meu próprio blog diariamente. Só que lá no imprensananica não falo de coisas íntimas, vamos dizer assim. Exponho sim minha opinião, mas são coisas mais políticas, muito mais externas aos meus sentimentos e o meu EU. Aqui sinto-me mais a vontade para declarar sensações e sentimentos que fervilham dentro de mim. Talvez seja porque, incoscientemente, eu acho que ninguém tá lendo, sei lá... Talvez Freud explique.
O fato é que aquela dor da ausência de não amar já não é mais intensa. Na verdade acho que aquilo é mais saudade do que qualquer outra coisa, misturada com preocupação e solidão. É claro, que eu não admito pra todo mundo que sinto falta de um amor. Nem pensar, fui criada para ficar só do que mal acompanhada. O que eu não acho ruim, mas... como me disseram sem eu perguntar eu acredito. Se Deus fez dois sexos diferentes, se fez homem e mulher é porque também é importante amar. O poeta já dizia que "é impossível ser feliz sozinho". Só que saber disso é uma coisa e admitir é outra.
O lado positivo de estar sozinho é poder se conhecer, observar como a gente próprio funciona internamente, como são recebidas certas sensações e o que gostamos na vida. Aprendemos a apreciar as paisagens, o canto dos pássaros e a brisa do mar. E crescemos. Desta forma amadurecemos para saber o que não gostamos e até que ponto somos capazes de nos adaptar a outras pessoas.
Mas nem tudo são flores, tem o frio do inverno com os pés gelados, tem a falta de um carinho no final de um dia ruim, tem a tristeza. E tem também aquelas pessoas que não aproveitam o tempo para pensar sobre si e acabam se amargurando adotando aquela postura de infeliz e pessimista diário.
Refletindo sobre isto resolvi admitir, pelo menos pra mim e para o Diafragma que sim, sinto falta de um amor, de um companheiro. Sei também que idealizo o cara perfeito, mesmo quase que careca de saber que o cara perfeito ou o príncipe não existe. Tendo admitido isto pra mim mesma e para vocês, se é que tem alguém aí, abro meu coração para, pelo menos, experimentar. Para conhecer melhor os caras que me rodeiam e, quem sabe, encontrar este cara que me disseram que eu procuro longe, mas que está mais perto do que eu imagino. O bom é que este perto pode ser na mesma rua, no mesmo bloco ou quem sabe no andar abaixo. Quem sabe? O importante mesmo é que me sinto muito mais aliviada e menos cobrada com tudo isto. Fiquei mais feliz e mais livre, coisa que está evidente no meu exterior. Tanto que um colega comentou que eu estava diferente. Gostei muito de toda esta novidade e descobri que um certo alguém que eu acreditava ser quem eu tanto queria talvez seja apenas uma transferência, como diriam os psicólogos.