20 agosto 2008

coração apertado!

Oi, tem gente aí?
Sabe quando se entra numa casa vazia e com naturalidade a gente senta no sofá abraça as pernas e chora, chora sem culpa de tá chorando, sem medo de ser vista? É com esse choro que o nó da garganta se desfaz, o peito fica leve, o coração bate no compaço certo embora o nariz e os olhos ficam vermelhos e o rosto inchado.
Mas enfim... chora-se e lava-se as mágoas.
Hoje tô com o coração apertado, sentindo uma grande falta daquele abraço, do cheiro, do calor... mas todo o inverno é assim. A ausência do sol me deixa murcha que nem as flores que ficam queimadas com a geada que branqueia os campos do sul. Aí eu fico assim, desinchabida, chata, ranzinza, reclamando do tempo e com um biquinho de quem já vai chorar mas tá se segurando porque tá na rua.
Ainda bem que a chuva faz as plantas crescerem e, mesmo depois da geada, elas se recuperam e florescem com a água da chuva e o calor do sol. Comigo também é assim. Então, vamos agüentar mais um pouquinho desse inverninho úmido de Pelotas.