26 agosto 2008

Sem escudo...

O título deste post bem poderia ser sem máscara, mas aí ia parecer que sou uma mascarada, que pensa uma coisa e diz outra ou coisa que o valha. Sem escudo é melhor porque quer dizer que sou uma guerreira que entrou na luta pra lutar, venha quem vier. Vou me defender, claro, mas não vou entrar na arena já me defendendo, vou esperar para ver o inimigo, medí-lo, ver como ele ataca. Vou de guarda baixada.
Nunca consegui entender bem isso, e olha que são pelo menos uns 25 anos com a minha mãe me dizendo isso. Ela sempre usava esta expressão quando eu ia dizer que estava gostando de alguém, ou que tinha acontecido alguma coisa que havia me incomodado. Também era pra eu entender que precisava ter paciência, principalmente para esperar que as coisas acontecessem ao tempo certo. Só que não existe uma receita para a vida da gente, como existe para bolo, pão, cuca, ou outra comida. De uma maneira geral as coisas vão acontecendo e não temos controle. Mas eu, ingenuamente, acreditava que tinha, porque quando as coisas começavam a ser diferente do que eu podia ter imaginado, ou se eu me sentia envolvida demais com determinada pessoa pulava fora na hora para evitar sofrimentos posteriores. Pobre de mim... sofria da mesma forma, ou talvez até pior, porque não me restavam nem lembranças legais daquela história que nem chegava a acontecer. Fazia que nem a moça desta história aqui, com o título (?) antes de tudo, post do simples assim - abre parênteses: eu não sei de em blog foi que eu encontrei o "simples assim", é bem possível que tenha sido no da Thata, mas não tenho certeza. Enfim... fecha parênteses.
Só que pra sorte minha sempre vinha alguém e dizia, "baixa a guarda". Como eu não entendia bem toda a complexa expressão, sofri mais um tempo. Até que tive uma forcinha, ou talvez tenha sido um puxão de orelhas bem dado, para ser mais sincera, que me disse que eu procuro longe o que está perto, aquilo que já contei aqui há laguns posts atrás.
Então eu resolvi arriscar, afinal sofro de um jeito ou de outro. Não tenho intenção de namorar, não sei se quero me apaixonar, mas também não tenho nada contra, quero viver o momento, o futuro, como diz a voz do povo, a Deus pertence (ok! Ana, pode pertencer a Buda ou mesmo pertencer a nós a partir do que desejamos e fazemos no presente). Quero dizer que não estou planejando, criando metas, até porque não sou muito de fazer isto mesmo, o que na vida profissional pode ser um erro.
Não quero estar pronta, tendo todas as respostas que são das experiências dos outros. Quero aprender sem sofrer, mas sofrer também faz parte do amadurecimento. É como dizem por aí, caindo que se aprende a levantar, com alguns hematomas e arranhões, mas talvez mais forte.
A decisão esta tomada, vou sem escudo, de guarda baixa, olhando nos olhos do adversário, que prestando bem atenção... não é um adversário, é só alguém tão medroso quanto eu, só que do outro lado.

PS.:Este post ficou cheio de palavras repetidas e de mãns e queros. Peço perdão aos leitores, se alguém ainda vem aqui vez por outra, mas esta reflexão estava cutucando minha mente e precisou sair. Saiu como que de qualquer jeito, sem muito aprimoramento, mas prometo que vou trabalha-la e, quem sabe num próximo post, ela esteja melhor de ler e entender.